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Seminário
17/04/2012
Uberaba é sede de seminário internacional Brasil -Moçambique Juntos contra a fome

Uberaba é sede de seminário internacional Brasil -Moçambique Juntos contra a fome

Na ocasião, o primeiro-ministro de Moçambique, Aires Bonifácio Baptista Ali, foi homenageado com Título de Cidadania Uberabense pela Câmara Municipal de Uberaba, por meio de iniciativa do presidente Luiz Dutra

Uberaba sedia seminário que começa a colocar em prática projeto que vem sendo construído há um ano: "Brasil - Moçambique, Juntos contra a fome". A iniciativa, do presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Moçambique, Sinfrônio Júnior, conta com o apoio de iniciativas pública e privada. O evento, que reuniu autoridades, técnicos e lideranças agropecuárias de ambos os países, tem como objetivo buscar soluções para incentivar e fortalecer a agricultura moçambicana, com foco no combate à fome e à pobreza extrema no país. O encontro aconteceu no Centro Nacional de Convenções - Cenacon, ao lado do Dan Inn Hotel.

Entre as autoridades moçambicanas, estavam o ministro do Turismo, Fernando Subana; ministro de Negócios Estrangeiros de Cooperação, Henrique Banzi; vice-ministro da Administração Estatal e Desenvolvimento Rural, José Tisambe; vice-ministro da Agricultura, Antònio Raúl Limbaue; embaixador de Moçambique no Brasil, Murad Isaac Murargy; representante da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), Hélder Muteia, e representante sênior da Jica (Agência de Cooperação Internacional do Japão) Brasil - São Paulo, Satoshi Yoshida. Também participaram da abertura do seminário, representante da Agência Brasileira de Cooperação, Frederico Paiva, assessor especial do ministro do Desenvolvimento Agrário, Marco Antonio Leite, presidente da Câmara Municipal de Uberaba, vereador Luiz Humberto Dutra (PDT), vereador Marcelo Machado Borges - Borjão (DEM), vice-prefeito Paulo Mesquita (PR), deputado federal Paulo Piau (PMDB) e estadual Antônio dos Reis Gonçalves Lerin (PSB).

Sinfrônio explicou que a presença do primeiro-ministro marca o pontapé inicial no combate à fome no país. Ele também citou a política do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, "que tirou 50 milhões de brasileiros da condição de extrema pobreza", como exemplo a ser seguido para mudar a realidade moçambicana. Além, disso, também esclareceu sobre o programa Pro-Savana - projeto inserido na cooperação tripartida, entre os governos de Moçambique, Brasil e Japão, visando à valorização e fortalecimento da agricultura – como forma de garantir a produção e produtividade. "A cada hectar de soja plantada por um brasileiro, queremos que tenha um sócio moçambicano. É uma parceria em que Moçambique entra com a terra e o Brasil com a tecnologia. Esse seminário começa a concretizar um grande projeto de minha vida, que é o Moçambique Sem Fome".

Parceiro do projeto, deputado Paulo Piau, que esteve no país e conheceu de perto a realidade de seus habitantes, lembrou que o Brasil tem a segunda maior população de negros no mundo, ficando atrás apenas da Nigéria. "Nossa população é verdadeiramente afro-descendente". Ainda segundo o parlamentar, Lula teve um papel importante como incentivador de políticas voltadas para o continente africano, ao que sua sucessora, presidenta Dilma Roussef, dá continuidade e busca fortalecer a aliança produtiva entre os dois países. "Um bilhão de pessoas ainda passa fome no mundo. Fala-se muito no PIB (Produto Interno Bruto), mas é preciso levar em conta o FIB, que se trata da Felicidade Interna Bruta. Que essa relação Brasil-Moçambique seja de ganha-ganha, alavancando o desenvolvimento de Moçambique, sem se esquecer da importância do desenvolvimento das pessoas", defendeu.

Presidente Dutra, por sua vez, relembrou que a África tem papel fundamental na formação do mundo, sendo necessário trabalhar em conjunto no sentido de resgatar a dívida que o Brasil possui para com o continente. "Precisamos trabalhar para reduzir as desigualdades sociais. Não podemos pecar pelo comunismo, que distribui muito a renda, e nem pelo capitalismo selvagem, que, ao contrário, concentra muito a renda. Precisamos encontrar um meio termo para que todos possam viver em igualdade de condições", pontuou. Reconhecendo a relevância da presença do primeiro-ministro, que representa um país que tem como base econômica a agricultura, na cidade que é referência na produção agropecuária, concedeu-lhe título de cidadania uberabense.

Com votos de gratidão pela homenagem, ministro destacou a transmissão de conhecimentos e tecnologia no processo de cooperação entre Brasil e Moçambique.  Após apresentar toda a comitiva, explicou que se trata de projeto que combate a fome e a pobreza não somente seu país, mas em ambas as nações envolvidas. Bonifácio explicou o momento econômico vivido por Moçambique com a descoberta do carvão, mais gás e hidrocarbonetos, que atraem grandes investimentos. "Mas apesar dessas descobertas, nossa prioridade é, e continuará a ser, a agricultura como base da dinâmica de nossa economia", ressaltou, acrescentando a necessidade de investir em formação e capacitação de profissionais como forma de aproveitar da melhor forma o potencial produtivo do país e alavancar a economia. Segundo ele, a parceria entre as nações, aliada a programas de governo, visam a otimização da agricultura, tornando-a auto-sustentável e com excedente para geração de renda.

Representante do governo federal, Marco Antônio, explicou que o projeto de cooperação Brasil-Moçambique integra um conjunto de ações de combate à fome e pobreza já executadas no Brasil. Trata-se de implantação de programas de acesso às políticas públicas (Luz Para Todos), programas de transferência de renda (Bolsa Família) e ações de inclusão produtiva (Mais Alimentos). "A parceria entre os dois países pretende não só acabar com a fome em Moçambique, mas também posicionar o Brasil na África", salientou. Já o vice-prefeito, Paulo Mesquita, destacou a relevância da união entre as nações na tentativa de socorrer aquele que mais sofre. "Uberaba fica feliz em receber nossos amigos moçambicanos. Essa guerra é a missão mais importante da humanidade, pois não há mortes, mas, sim, uma guerra pela vida", concluiu. 

Amanhã (17), o seminário terá continuidade com o painel Ambiente de Negócios em Moçambique, com a ministra Carmelita Rita Namashulua. Em seguida, serão apresentados estudos para projetos de desenvolvimento agropecuários e de agroenergia para Moçambique por Cleber Lima Guarany, coordenador da Fundação Getúlio Vargas. Apresentação de fornecedores de insumos, máquinas e equipamentos agropecuários também farão parte da pauta do evento. A programação será encerrada com assinatura de memorando de entendimento delineando as ações e projetos de desenvolvimento agropecuário para Moçambique contra a fome. Nos dias 18 e 19, propriedades rurais do Grupo Boa Fé, Usina Cururipe, IFT e ABCZ receberão visita técnica da comitiva do país africano.










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